segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

No dia em que o truque correu mal

Magia…
No meio do espectáculo,
O mágico prepara-se…
Enfia-se numa caixa…
Prepara-se o truque mais fantástico,
em que o magico se enfia numa caixa,
onde são cravadas várias espadas.
Como se de uma almofada de alfinetes se tratasse

Inicia-se o truque.
Já fora feito inúmeras vezes,
não há razão para correr mal,
Mas corre…
Ao ser enfiada a primeira espada,
esta atravessa o coração do mágico.
Da caixa sai um liquido vermelho,
De como sangue se tratasse.
O público sofre um nervoso miudinho.
Será que está morto?

É enfiada a segunda espada…
E a terceira…
Quarta…
O truque chega ao fim.
São retiradas as espadas,
encharcadas em sangue.
Adivinha-se o fatídico final.
A morte do mágico é mais que certa

Ao abrirem a caixa,
lá está o mágico,
ileso.
Como é possível?
Magia…
Fim do espectáculo.
E o público aplaude de pé,
no dia em que o truque correu mal…

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

É Natal

É Natal, altura em que toda a gente “muda”, vê-se o “lado bom” de toda a gente. Chovem anúncios nas televisões de promoções, brinquedos, etc…
A sociedade entra num frenesim de compras, as pessoas parecem pequenas formigas às voltas, queixam-se da crise, mas no entanto gastam tanto ou mais dinheiro, a cada ano que passa.
Vá, mas o Natal também tem coisas boas, significa união, a família junta-se á volta da mesa a comer, é uma grande festa.
Natal espelha sempre o que há de bom nas pessoas, até parece que são mais simpáticas, faz sorrir a pessoa mais séria, animar a pessoa mais triste, faz a pessoa falsa ser sincera, concluindo, faz magias. Como se diz, “No Natal, ninguém leva a mal”, é uma grande verdade… Há sempre um sentimento especial no Natal, o nosso coração aquece…
Por aqui me despeço, um bom Natal para todos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A grande viagem

A minha grande viagem, não sei como seria, poderia não ser propriamente grande, eu apenas quero viajar sem rumo, sem saber onde, e para onde vou. Quero deixar a viagem “comandar “ o seu rumo, como se carregasse no botão de piloto automático. Quero ir em busca de novas sensações, filosofias, de novo conhecimento, de novas experiências. A viagem em si, para mim, pode não ser algo de extraordinário, nem emocionante, desde que me marque tanto no meu crescimento como pessoa, como na descoberta do meu “EU”, valerá a pena. Viajar para me construir, e conhecer-me, nada mais. Interagir com pessoas, será fundamental na minha viagem, só assim aprenderei novas coisas, com sorte até tinha sítios onde passar a noite sem pagar, mas isso já é outra historia… Imprevistos? De certeza que os encontraria na minha viagem, mas não sei o que seriam, se soubesse não se chamavam imprevistos, mas sim “previsto”, o que retirava piada á viagem.
Só me resta uma pergunta, levava companhia comigo?

Imortalidade

Ninguém escapa à morte, ninguém é imortal. Simplesmente, é impossível que haja alguém que não morra. Ao nascermos já se tem as certezas que vamos morrer. A única forma de nós sermos imortais, é fazer com que se lembrem de nós no futuro, sermos uma marca da Historia Nacional (até mesmo a nível Mundial). Mas numa sociedade sempre em mudança, é impossível ficarmos cá, nem que seja numas páginas dum livro durante muito tempo, acabamos por ser esquecidos, renegados para os confins da Historia. Nem mesmo assim somos imortais.
Imortalidade, algo impossível de se alcançar, mesmo que vivamos 100 anos, a morte bate á nossa porta, somos enterrados, ou cremados, ou até mesmo atirados para uma vala, ou para o mar. Depois disso o que há? Nada? Andamos por aí a vaguear? Será que a nossa alma, se é que a temos, anda por aí a vaguear? Ou vai para algum lado? Existe Inferno? Paraíso? São muitas perguntas para algo que tão pouco dominamos.